O luto e o que ele traz de lição

25.9.13

Uma das coisas mais difíceis da vida adulta é conviver com a morte. Saber que as pessoas próximas, que enchem sua vida de brilho, uma hora vão partir é duro demais. Mas é uma realidade, um fato. É o tipo de coisa que sabemos que, mais dia, menos dia, vai acontecer. O pior é que a gente nunca parece conseguir processar a perda de uma pessoa querida.

Não importa se ela passou anos lutando contra um câncer ou se morreu de repente. A despedida é igualmente dolorosa, dolorosa demais. Meu trauma em relação ao tema vem desde a primeira vez em que perdi minha avó, a primeira pessoa da família que eu vi partir. Saber que ela nunca mais me daria um abraço, um beijo ou um conselho foi algo mortal. Saber que nunca mais coçaria seu braço, um carinho íntimo, só nosso, deixou uma rachadura no meu coração. Que dura até hoje.

Bolo de limão galego e sementes de papoula

23.9.13

O João Gil havia me prometido limões. Mas não limões quaisquer. Limões da roça dele. Limões galegos.

Pensa em uma pessoa feliz!

Limão já é lindo. Imagina então quando é laranjinha, em tamanho baby e perfumado como flor!

Tê-los em casa foi um prazer. Eram muitos, mas duraram pouco. Rolou suco, caipirinha e bolo. Um bolo delicioso, diga-se de passagem. Pena que a cozinheira aqui, ensandecida por limones, colocou mais suco do que o pedido e "estragou" a receita.

Homus de manjericão

18.9.13

Ainda que eu adore cozinhar e provar novos pratos, também sou louca por coisas prontas "bem feitas". Quando digo prontas, quero dizer coisas que não me deram trabalho algum. Ou seja, algo que se come em restaurante, que alguém preparou para mim ou que se compra pronto (o que eu nunca faço, a não ser no caso de comida japonesa). E quando digo "bem feitas", entre aspas, quero dizer algo gostoso, rico, mas que não é necessariamente bem feito no sentido politicamente correto do termo (afinal, tem muita comida calórica e cheia de aditivo que pode ser considerada um bomba viva, nada bem feita, mas que com certeza amolece meu coração e acalma meu estômago).

E tem uma porcaria que me tira do sério. O dippas de frechn onion do Doritos. Sério. Toda vez que vejo esse minipote verde, tenho vontade de beijá-lo. E também de sair correndo. Afinal, se, toda vez que o vir, eu ceder ao impulso, ferrou. Vou virar uma bola de banha ambulante.

Sou tão obcecada com esse treco que poderia comê-lo no café da manhã, no almoço e no jantar. Ah, e nos lanches entre as refeições também. Poderia, literalmente, viver desse dip. E de farofa, claro.

Por isso, vivo atrás de receitas de patês ou pastas que sejam mais saudáveis e me mantenham por mais tempo longe do meu vício.

Omelete de maçã

16.9.13

Dia desses, comprei um saco de maçãs no supermercado, daqueles que já trazem as frutas selecionadas. É que as avulsas estavam terríveis: feias, machucadas, murchas... Sem me dar conta, acabei criando um problema. Como devorar todas aquelas maçãs antes que apodrecessem? Haja boca (e estômago) pra tanta fruta!

A primeira coisa que fiz foi, naturalmente, incluir a maçã na minha dieta diária. Sem chance de alternar entre uma fruta e outra. Como vi que não seria suficiente, parti para uma segunda estratégia: aproveitar a maçã em receitas.

Bolo de limão, mirtilo e cream cheese

12.9.13

Quando encontrei esta receita na internet (não sei o que seria de mim ou da minha cozinha sem o Pinterest), achei que fosse preparar um pão. Pelo menos, é o que garantia o título da receita.

Mas, quando saí em busca dos ingredientes, vi que aquele era um pão muito louco. Um pão com cara de bolo. Cara de bolo bom. Bom, diga-se de passagem, porque leva limão.

Sei que parece insano gostar de uma receita só porque ela leva limão, mas, fazer o quê? Nunca fui muito normal mesmo.

A cozinha é o meu termômetro

10.9.13

Eu sei que as coisas vão mal quando sequer tenho pique para ir pra cozinha, quando não me animo nem para lavar louça.

Quando fico bem baixo astral, nem minha maior paixão dá jeito. E se nem a cozinha resolve, meu irmão, pode saber que o caos está instalado.

Ultimamente, ando assim, desanimada. Os dias passam e nem sinal de algum borogodó.

Pior é que está assim na vida profissional e na pessoal.

O melhor bolo de chocolate da história: só que não

8.9.13

Eu sei que o título diz que este é o melhor bolo de chocolate da história. Mas, gente, não é por nada. Acho que nunca vou ter coragem de pôr um fim na minha busca pelo bolo de chocolate perfeito.

Não que ele não exista. E não que eu ainda não tenho provado deliciosos bolos de chocolate.

É que bolo de chocolate é tão bom que não vale a pena parar de procurar.

Granola de Cacau e Chocolate

3.9.13

Gente, pára tudo! Estou ficando impossível! Impossível na cozinha!

É que, agora, não me satisfaço apenas com cozinhar coisas "normais". Agora eu parti para novos desafios. Adentrei rumos nunca dante desbravados. Sinto-me uma colonizadora gastronômica.

É óbvio que, para qualquer pessoa boa de cozinha, eu não passo de uma picareta. Ou de uma iniciante empolgada.

Mas, para mim, eu sou legal. Sou massa. E ando merecendo uma estrelinha.

Bolinho de Milho e Bacon

2.9.13

Volta e meia me pego pensando em uma entradinha diferente para servir nos jantares que faço. Ou então para levar de petisco para a casa de alguma amiga. Ou até para acalmar meu estômago ávido por novidades.

E, na maior parte das vezes, acho coisas ou muito simples (nada contra a simplicidade! Uma das minhas entradas favoritas é a versão palito da salada caprese. Mas tem dia em que o corpo pede algo com mais sustância, digamos) ou muito elaboradas (e já deu para perceber como detesto gastar horas na cozinha para preparar uma só coisa).