Bolinho de chuva

4.7.16

Não é à toa que o nome destes bolinhos é 'de chuva'. Para mim, eles são o complemento perfeito para aqueles dias cinzentos, em que a água teima em cair do céu e inundar as ruas. Quer dizer, nem precisa rolar uma chuva torrencial para eu me lembrar deles; qualquer chuvisco já me faz querer correr para casa, entrar debaixo das cobertas, assistir a um filme romântico-meloso e devorar um prato destes bolinhos.

Eu queria descobrir o mistério por trás de receitas assim. Como é que um bolo, inventado por sei-lá-quem, de repente estabelece uma associação tão íntima com a gente? Desperta tantas memórias? Traz à tona uma sensação tão gostosa de aconchego? É quase como colo de vó...

Nhoque de ricota

28.6.16

Eu, que adoro nhoque, nunca tive coragem de fazê-lo em casa. Sempre comi na rua, na casa da minha mãe, na minha tia de coração. Mesmo amando o prato, todas aquelas etapas, toda aquela trabalheira, toda aquela sujação me desanimavam.

O que é uma pena. Nada mais triste do que me ver travada com uma receita por medo de errar.

Até que apareceu esta versão maluca e originalíssima da Rita Lobo (sempre ela!).

Bolo suflê de chocolate

19.6.16

Suflê é bom. De queijo, de cenoura, de couve flor... Hum! Amo para sempre! E agora descobri que tem suflê de chocolate!!!! Pirei! Assim que soube desta receita, precisei fazê-la!

É claro que ela é da maravilhosa Rita Lobo! Ô, mulher talentosa! E fica tão, tão boa!

Cocotte de cogumelo paris, limão e parmesão

16.6.16

Cozinhar para uma pessoa só (no caso, você), pode ser um drama! Primeiro, porque haja criatividade para fazer pratos diferentes todos os dias. Segundo, porque fazer uma porção do seu tamanho (quer dizer, do tamanho da sua fome), sem deixar sobras, exige muita, muita técnica!

Confesso que hoje me viro bem melhor do que há sete anos, quando comecei minha meu voo solo. Mas ainda sofro procurando por receitas já pensadas para quem vive sozinho.

Tartar de salmão

10.6.16

Estou me sentindo podre. Podre de rica, podre de fina, podre de chique. Que foi? Acha exagero? Então, deixa eu me explicar.

Manual de cogumelos comestíveis

13.4.16

Eu sou apaixonada por cogumelos. Sério. Apaixonada. Quase uma dependente química. Se pudesse, comeria todos os dias.

Pra começar, adoro a textura. Depois, acho um encanto como cada tipo tem um tamanho, uma cor, um formato (todos lindos). Por último, e não menos importante, amo o sabor. A sensação que tenho é que são substitutos naturais da carne. Sinto-me saciada com eles, mas sem a parte chata: aquele peso na barriga, pela dificuldade de processar tanta fibra de uma só vez.

Quando o assunto é sabor, aliás, eles são de uma profundidade rara (poucos alimentos são assim). São versáteis. São uma riqueza.

Amo shimeji refogado na manteiga, com shoyu e cebolinha (ou nirá). Piro com funghi porcini no meio de um risoto ou uma massa. Perco a linha com um estrogonofe de shiitake. Sério. Viveria disso, caso não fosse tão caro.

Bolinhos de couve-flor

9.3.16

Seguindo na vibe saudável, eis aqui mais uma receita.

O melhor de tudo é que este não parece um bolinho light (no que diz respeito ao sabor). Parece que tem carne ou bacon dentro. Isso é ótimo para quem adora comidas calóricas e fica feliz quando encontra algum prato que engana o cérebro gordinho! Totalmente o meu caso.

Bolo de chocolate e beterraba

4.3.16


Para mim, há poucas coisas mais incríveis do que ser arrebatada por uma nova receita. Nada contra as antigas que sempre dão certo. Eu as amo também - me fazem sentir abraçada, aconchegada, acolhida. Só que tem algo de mágico em ainda ser surpreendida depois de tanto tempo.

Adoro quando uma receita de doce, por exemplo, manda você usar um tempero que até então era exclusivamente reservado para pratos salgados. Tão bom quanto é descobrir uma comida que abusa de algum ingrediente saudável, formando uma mistura inesperada. É o caso da receita de hoje.

Bolo de rosas e semente de papoula

30.1.16

Eu estava atrás de um bom e simples bolo de chocolate. Para matar aquele desejo que quase diariamente nos consome.

Resolvi abrir um livro novo, só de bolos, atrás da bendita receita.

E eis que, na segunda virada de folha, encontro uma pérola. Um bolo delicado e feminino com água de rosas e semente de papoula. Para comer com os olhos.

Logo mudei de rumo e adaptei meu desejo!

Grão de bico crocante

29.1.16

Eu sou uma obcecada. Melhor jogar a real logo. Quer dizer, que tolinha. É claro que vocês sabem que eu sou assim. E mesmo quem não me conhece só precisa ler o nome do blog para descobrir tudo.

E essa minha obsessão é feita de fases. A loucura pela cozinha existe há anos, mas tem aqueles ingredientes que, de repente, tomam conta do meu coração e me deixam monossilábica.

Já vivi fases de limão, risoto, chocolate, abóbora, iogurte caseiro, berinjela, labneh... E agora ando ligadíssima no grão de bico. Ele é tão, mas tão versátil! Dá para fazer até brownie com o bendito (e a água do cozimento faz merengue vegano. É mole?).

Salpicão quase vegano

5.1.16

Antes que você decida me sacanear, ele é quase vegano por preguiça minha. A receita original, da fofa Tati Lund, é vegana, vegana, vegana.

O lance é que eu nunca provei tofu defumado. E fiquei com medo de colocá-lo e acabar jogando a receita toda fora. E, confesso, também rolou uma preguiça louca de procurar onde vende tofu defumado.

De qualquer forma, minhas intenções eram ótimas!

Mejadra

5.1.16

Uma das coisas mais legais da gastronomia é seu poder de se reinventar. Há tantas formas de preparar um mesmo ingrediente que fica difícil enjoar de qualquer coisa.

Agora, fugir da rotina é para os fortes. Não é todo mundo que encara com prazer o lado criativo da culinária. Porque, para isso, é preciso deixar a preguiça de lado. E ousar. É preciso perder o medo. De tentar. E, quem sabe, errar.

A verdade é que nos acostumamos com determinadas formas de preparação ou aprendemos a gostar de um determinado tipo de preparo (também, claro, passamos anos e mais anos comendo tudo do mesmo jeitinho). E aí ficamos engessados, cozinhando as mesmas coisas da mesma forma.

É por isso que amo inovar! Amo o que é diferente! Amo o que é exótico!